Silêncio para colocar a vida no lugar

Oi, sê bem-vindo. Espero que esse texto te ajude a ser melhor. Fique com Deus. Boa leitura. 💛


(Leia ao som de Adoro Te Devote)

Uma das piores coisas da vida é se encontrar em uma situação sem rumo. Se reconhece o problema, sabe-se o que não vai bem, percebe-se que a própria visão da realidade pode ser parcial e equivoca, mas não se consegue discernir o que fazer. Se caminha de um lado para o outro, apressa-se o passo, faz-se o tempo correr mais rápido pela velocidade das batidas do próprio coração. Não se descobre, contudo, para onde caminhar.

Os homens mais sábios da história defendiam que o silêncio é o lugar de encontro com Deus e de balanço para a própria vida. É aquela oportunidade de parar e abraçar a aparência de vazio, onde só se ouve o som dos pássaros e o barulho distante da cidade. Se respira, entra-se em si, abre-se o próprio peito para o ar entrar e ventilar as entranhas do coração.

O ato é um tanto doloroso. Requer ascese e vontade forte, seja para perseverar ou não pegar o celular e se distrair um pouco. Não estamos acostumados a aparência de vazio, apenas ao vazio de nós mesmos. Por isso, quando nos encontramos conosco, sob a ótica de Deus, a luta aumenta. Não queremos, no fundo. Precisamos, contudo.

Quando as coisas vão mal, vale a pena parar um dia e se isolar do mundo, deixando Deus falar no silêncio e ir colocando as coisas nos trilhos. Quando vai bem, não custa repetir o mesmo processo: acabamos nos conhecendo mais, mapeando nossas dificuldades, qualidades e dores, e maturando coisas que estão boas, mas podem melhorar em nós.

A ausência de rumo, na raiz, é ausência de nós. O caminho está aí, sabemos o que devemos ou não fazer, mas percorremos tanta distância imprudentemente que acabamos nos esquecendo lá atrás. Por isso, é preciso encontrar-se de novo.

Custa, incomoda, pinica. Mas é fundamental.

Quando falamos menos e escutamos mais o que Deus grita no nosso íntimo, resolvemos a maioria dos problemas. Mas, para isso, é preciso deixar-se contrariar. E como isso é difícil… 

Júlio Hermann.


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Crédito da foto: aqui.

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