Vontade de chutar o balde

Oi, sê bem-vindo. Espero que esse texto te ajude a ser melhor. Fique com Deus. Boa leitura. 💛


(Leia ao som de The Woods)

É importante que você seja dócil e seu sorriso seja sincero. Tratar os outros com gentileza é o mínimo que você pode fazer, mesmo sem disposição. Seus problemas são seus, não dos outros. Você precisa ter o básico de consciência para compreender que o seu caos particular não muda exatamente o mundo ao redor do seu corpo. Existem coisas que são só suas e não dizem respeito a ninguém.

É papel seu o de pintar as marcas de guerra no rosto e ir para a luta.

Mas, calma. Você precisa agir de acordo com o que deve ser feito, não com seus instintos. Não se trata de chutar baldes por estar irritada, ranzinza, de paciência transbordando a medida. Trata-se mais de olhar para si e encontrar saídas.

Você não é obrigada a ter gente por perto vinte e quatro horas por dia. Por isso – se necessário – deve se distanciar por um tempo até ficar bem. Sentar no sofá, tomar um café, respirar um pouco. Para não correr o risco de ser grossa e estragar outras coisas, sabe? Com a maturidade suficiente para não se achar a pessoa mais perfeita do mundo, capaz de sorrir sempre.

Você não precisa ser impecável em tudo. Na verdade, provavelmente estaria se enganando se julgasse ser capaz de algo assim por si mesma. E exatamente por não ser, precisa recolher-se num recanto privado do próprio coração para que Deus possa falar um pouco e você seja capaz de ouvir. Quantas vezes fingimos estar escutando a Ele quando na verdade estamos apenas dando espaço a nossas próprias vontades? Isso é fruto da ausência de solidão e da incapacidade de reconhecer os próprios sinais.

Na semana passada eu passei um pouco por isso. Estava cansado, fisicamente precisando me refugiar e hibernar uma tarde. Apenas pedi licença de qualquer contato humano para me recolher um pouco e respirar fundo. Se eu continuasse no mesmo ritmo, acabaria sendo grosso e ingrato, com um risco enorme de faltar com a caridade com qualquer pessoa que topasse comigo. E daria mal testemunho por isso.

Me recolhi, silenciei, esperei um pouco. Tal necessidade minha gerou esse texto. Com ela, entendi uma coisa: não precisamos estar inteiros o tempo inteiro, fingindo ser a pessoa mais polida e gentil do mundo. Precisamos ser gentis e caridosos com quem quer que seja e sempre, mas sem forçar nossa humanidade. Quando as coisas começarem a ficarem mais sérias da cabeça para dentro, quando a vontade de chutar o balde for grande, é melhor pedir licenças do que colocar os pés pelas mãos.

Os outros não precisam conhecer nossos monstros, mas também nós não precisamos fingir que não existem.

Júlio Hermann.


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Crédito da foto: aqui.

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