A batalha interna é inteiramente minha

(Leia este texto ao som de Demons)

Tô com os ombros queimados por conta do sol e logo a pele deve começar a descascar. Ando com sono acumulado e noites de insônia que não aliviam o cansaço que carrego nas pernas. Fui receber uma benção na semana passada para ver se as coisas voltavam pro lugar.

Alguns momentos na vida são feitos para serem inteiramente nossos. Percebi isso quando fui deitar antes da meia noite com os olhos fazendo um esforço tremendo para se manter abertos e só peguei no sono quando estava começando a clarear lá fora. Apareci no trabalho com olheiras escancaradas, corpo pesado, pernas fracas demais para se locomover de uma ponta do escritório a outra mais de uma vez por hora. Cafeína em dobro, pessoas ligando nem um pouco para aquilo o que passava aqui dentro. No fim das contas, isso só importava para mim.

Depois que o expediente terminou, tratei de tirar um cochilo no sofá da sala quando cheguei em casa. Dormi míseros quinze minutos, fui deitar duas horas antes do habitual, passei a noite em claro como se tivesse passado o dia inteiro embaixo das cobertas com os olhos fechados. Todo o cansaço se tornou pó em questão de segundos e eu comecei a formular teorias e mais teorias para o que estava acontecendo. Pedi explicação para meu anjo, clamei por uma teoria aos santos que ficam na minha cômoda. Até perceber que a batalha era interna e inteiramente minha.

De vez em quando a gente começa a procurar involuntariamente por um lugar novo no mundo, já que o atual parou de falar sobre nós. Desenvolvemos teses e mais teses, criamos justificativas para uma mudança que precisamos encarar tendo migalhas de coragem ou não, caso contrário será difícil salvar a própria pele.

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A conclusão que eu cheguei é de que é o mundo a minha volta que tem me tirado o sono. É quando deito pra dormir, e só quando eu deito, que eu consigo ter consciência de como as coisas estão seguindo por um caminho que não foi feito para mim. E é nessa hora que os nervos começam a trabalhar para encontrar um maneira sensata de mudar.

Meus ombros estão queimados porque eu esqueci de me cuidar quando saí para caminhar no sol. Meus neurônios estão desgastados porque não lembrei de cuidar de mim quando resolvi abraçar uma vida que não foi feita para mim. Sorte a minha que uma hora a pele descasca e a gente ganha uma casca nova para encarar a vida.

Júlio Hermann

Um comentário sobre “A batalha interna é inteiramente minha

  1. Jamille moraes disse:

    Suas palavras são realmente significantes e cheias de sentimento..A vida pode ser difícil,principalmente se lutarmos sozinhos,e as vezes isso é preciso,são NOSSAS LUTAS,não dos outros,mas creio que ter um ombro pra appiar a cabeça e uma mão pra te conduzir sempre facilita as coisas,ou pelo menos torna as coisas um pouço mais tranquila. …Se for de pessoas certas…ótimo texto,Parabéns! **

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