Como as coisas vão ser?

(Leia este texto ao som de How’s It Going To Be?)

Duas semanas depois de pegar as caixas e agarrar nas mãos cada pedaço da minha vida para colocar no seu devido lugar, parece que as coisas estão um pouco mais fáceis por aqui. Continuo sem fazer a menor ideia de como tudo será daqui para frente, mas existe uma sensação de liberdade que não lembro ter sentido antes.

Antes disso eu media demais as coisas que fazia. Saia para passear sozinho mesmo sem vontade, só para ver se esbarrava com sei-lá-quem e ainda assim esbarrasse. Queria saber o que as pessoas estavam fazendo. Não me sentia possessivo nem louco, mas era um pouco. Deixava de fazer coisas que poderiam me fazer feliz para ficar esperando que alguma coisa acontecesse e virasse meu mundo do avesso. Só esperava. Mas o mundo não foi feito para virar somente para nós.

O que acontecia era que eu me preocupava em viver muito mais pelas vontades que carregava dentro da cabeça do que por mim mesmo. Até que percebi a inconstância com que as coisas se movimentam na vida de todo mundo. Num dia sonhamos com algo, noutro não fazemos ideia do que realmente queremos para o futuro. Hoje queremos demais alguma coisa sem imaginar que amanhã sequer lembraremos.

Acontece que agora eu continuo fazendo as mesmas coisas que fazia antes, mas por mim. Continuo saindo sozinho por aí, mas é para espairecer a cabeça e deixar frescas cada uma das ideias que brotam aqui dentro. Continuo me preocupando com as pessoas, mas pouco me importa o que estejam fazendo, desde que estejam bem. A única diferença palpável é que parei de esperar pelo mundo. Comecei a esperar ou dar um passo adiante por mim.

De duas semanas para cá, eu não faço noção alguma da pessoa que eu sempre sonhei para a minha vida. Não tenho certeza do diploma que vou querer ter na parede quando terminar a faculdade. Não sei bulhufas sobre para que cantos do mundo desejo chegar com as coisas que faço e hei de fazer.

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Sabe o melhor disso tudo? É libertador para caralho. Brota a sensação de que o universo vai continuar colaborando comigo caso eu siga o fazendo girar na velocidade com que tem sido a minha vida. Nem mais rápida. Nem mais calma que antes. Mas minha.

No fim das contas, estou pouco me lixando para como as coisas vão ser. O que importa de verdade nunca é o início e o fim, mas o trajeto. E ele pode ser LEGEN – wait for it – DARY se quisermos realmente que seja.

Júlio Hermann

3 comentários sobre “Como as coisas vão ser?

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