Parecer perfeito e não estar bem por dentro

Oi, sê bem-vindo. Espero que esse texto te ajude a ser melhor. Fique com Deus. Boa leitura. 💛


(Leia ao som de Mary, Did You Know?)

Ter uma visão parcial da vida é um dos equívocos mais nocivos que podemos cometer. Não é como se uma bomba fosse estourar a qualquer momento, algo grandioso fosse dar errado, o mundo virasse do avesso. É bem mais sútil: não conseguimos nos tornar quem devemos ser.

Eu sigo um cara que todas as semanas, quando vai à Missa, posta stories escrito “crescer para dentro”. Sempre achei curioso. Ele é uma dessas pessoas da internet que ajudam pessoas a tomar um pouco mais de consciência da vida. E, nesta perspectiva, se torna ainda mais significativo as palavras que repete. É tão óbvio o que ele diz, a súplica que faz no post de todo fim de semana é tão evidente, que é até estranho que eu tenha ficado de olhos fechados ao verdadeiro recado até agora.

Quanto nós tentamos crescer na vida? Muito, imagino. Estabelecemos metas, barreiras a ultrapassar, conquistas a tornar nossas. Vamos trabalhando pouco a pouco, ora para emagrecer uns quilos, ora para melhorar a qualidade de vida por meio de um trabalho que faça bem e pague bem na mesma proporção. Mas, quanto encaixamos essas coisas na perspectiva do todo? Como essas realidades impactam a totalidade que somos?

Infelizmente, a maioria dos nossos projetos são externos. Queremos ter um trabalho melhor não pela paz e a virtude, mas para ter mais coisas e menos problemas. Postamos fotos para que os outros vejam. Nos vestimos de determinado modo não por que nos sentimos confortáveis assim, mas pelo conforto do nosso ego. Queremos ser vistos, lembrados, comentados – seja por uma multidão, seja por uma pessoa específica. E vamos crescendo para fora.

E o interior? Quanto nos deixamos moldar por dentro?

Não podemos cair no erro de achar que vamos amadurecer sem fazer o processo integralmente. Uma maturidade parcial é, no máximo, uma aptidão isolada, não maturidade. Só cresceremos de verdade na medida em que o nosso exterior refletir o interior. Ou vale alguma coisa ter o cabelo bem penteado todos os dias estando uma bagunça do lado de dentro?

É Natal. Deus desceu de Sua majestade e reclinou a cabeça em uma manjedoura de animais, em um lugar provavelmente com cheiro desagradável e escondido aos olhos dos grandes. O que isso nos ensina? O relato do nascimento conta que Maria, sua Santíssima Mãe, guardava todas as coisas no coração. E nós guardamos onde? Acumulamos likes, olhares, conquistas externas que não fazem chover no jardim que carregamos no peito.

Pior: nos enganamos achando que crescer na vida é ser importante socialmente.

Lembrar do homem que sigo me levou a pensar sobre isso. Para mim também é difícil crescer para dentro, já que tantas vezes prefiro reclamar coisas nas redes sociais ao invés de guardar no coração. Com isso, cresço parcialmente – cresço muito para fora, sendo visto; pouco para dentro.

O tempo do Natal é uma oportunidade de inverter essa lógica em mim. Penso que, se for o seu caso, em você também. Mas não aos olhos dos outros como tantas vezes fazemos, mas no coração dos nossos corações, onde as máscaras caem e sobramos nós e o Deus-Menino que nos nasceu.

Júlio Hermann.


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Crédito da foto: aqui.

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