A mania de ser medíocre por preguiça

Oi, sê bem-vindo. Espero que esse texto te ajude a ser melhor. Fique com Deus. Boa leitura. 💛


(Leia ao som de I Lived)

Empurrar com a barriga é um daqueles vícios que a gente acaba caindo sem se dar conta e que causam um estrago silencioso danado. Começamos fazendo as coisas com um pouco menos de zelo do que poderíamos, mas ainda de modo bom. Depois nos conformamos com as coisas feitas de um jeito aparentemente agradável. Até que nos basta fazer, cumprir com as responsabilidades, sem importar tanto a excelência.

Eu era campeão em fazer isso na época em que tinha um emprego normal. Fazia o que precisava, mas raramente do melhor jeito que poderia. Não era um desleixo com o resultado, era mais comodismo mesmo. Nem tudo me apetecia ou eu concordava, é verdade, mas até no que me agradava eu não dava o melhor possível por uma espécie de preguiça. E isso era perigoso sem eu me dar conta.

Lendo um livro que tem transformado minha visão sobre muitas coisas, percebi a importância de fazer o que precisa ser feito – até mesmo o que nos parece cruel – com o maior zelo e amor possível. Nem tudo se trata de gostar ou ter satisfação, mas de colocar amor. E isso vale tanto para arrumar um arranjo de flores bonitas e cheirosas, como esfregar o chão de um banheiro. Se soubermos amar só os ofícios “bons”, que mérito temos? Quem foge da dor e busca o prazer em tudo são os animais. Somos capazes de um pouco mais, não?

Se você está no meio de uma disciplina chata da faculdade, com a cabeça fervendo, tente ao menos amar o esforço. Não precisa amar o conteúdo, se não quiser. Mas se esforce por valorizar o duro que dá para ir bem. Se o seu emprego é péssimo, mas te dá a dignidade suficiente para viver, ame também. Eu, por exemplo, deveria ter me dado mais quando tinha o meu, apesar dos contextos que talvez não condissessem comigo… Se você encontrar algo melhor depois, uma outra oportunidade, ótimo. Mas que adianta esperar a rotina ser um mar de rosas para oferecer ao coração um tanto de amor pelo ordinário?

Se empenhar no que agrada e fazer o resto de qualquer jeito é uma tentação que, se cedermos muito, nos tornará medianos. E não é de mediocridade que a felicidade se constrói. Ela mora no valor que damos para as coisas. Por isso há ricos desesperados e pobres cantando alegria por aí.

Deus mesmo, quando se encarnou, ficou até os trinta anos amando a rotina de uma carpintaria, lembra? E isso porque não é preciso mais do que amor para tornar a vida digna e feliz.

Nós, pobres apegados ao supérfluo, tantas vezes nos deixamos levar pela tentação de sermos medianos porque algo não agrada ao nosso paladar. Mas, calma lá, nem tudo está perdido: eu sei do amor com que você faz certas coisas. Apenas amplifique, aplique a novas realidades, sobretudo ao que não é tão agradável assim… O mundo ao seu redor agradecerá a luz que brotará disso.

Júlio Hermann.


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Crédito da foto: aqui.

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