Não se trata de vencer um cabo de guerra

Oi, sê bem-vindo. Espero que esse texto te ajude a ser melhor. Fique com Deus. Boa leitura. 💛


(Leia ao som de Patience)

Eu sei que você tem os seus motivos, seus medos, seus planos. Parece que se as coisas não saírem exatamente do seu modo, não estarão boas o suficiente ou não darão certo. Triste inclinação das paixões, da qual eu também participo. Você argumenta, joga palavras ao vento, mas não é nem exatamente racional, nem exatamente coração.

Sou igual.

Chega uma fase da vida em que encontraremos algo que nos incomoda no outro – e esse algo pode ser um defeito, um erro ou uma simples visão de mundo diferente. Nesta hora, neste exato instante, é preciso tomar a decisão: ou se ama ou se segue em frente.

Vale para qualquer relação humana: quando se trata de alguém que você ama, independente do papel que a pessoa tem na sua vida, você projeta o tal alguém. Quer moldar trejeitos, consertar defeitos, dar uma cor nova a coisas desbotadas. Não é de todo ruim. E você sabe: do lado de lá a pessoa busca o mesmo. O que não pode acontecer é um cabo de guerra. Se assim for, ou a corda se rompe ou alguém cai. Na verdade, cabe a cada um a transformação necessária, a seu tempo.

Santa Gianna diz que a medida do amor é o quanto estamos dispostos ao sofrimento – já falei sobre isso aqui. Se você não aceita sofrer, não ama o suficiente. E isso vale independe do lado da moeda em que você se encontra: tanto no decidir ceder como no entender ser melhor manter uma postura firme, tendo o amor por motivo. Porque não se trata de agradar ao outro em tudo, mas amar em tudo. Respeitar seus espaços, reclamar o seu e afirmar que ainda assim, apesar dos contextos, ambos caminham juntos para o céu.

Com o tempo vamos entendendo que as minúcias complementam, mas não são o fundamental. Não se trata de ter a vida sob controle – nem a sua nem a do outro –, mas de possuir a capacidade de abandonar tudo nas mãos de Deus e fazer a própria parte. Ora vai se ter clareza, noutros dias se caminhará como numa manhã de neblina baixa, com a visão prejudicada. Mas importa isso: se caminhará.

Não adianta espernear, fazer força, torcer ferros com os músculos dos braços: nas relações humanas o caminho passa por amar na alegria e na dor, compreendendo os próprios limites e respeitando os do outro. Do contrário, não se vai para frente. Apenas força, força e acaba machucando.

E o amor dói, sim. Custa. Mas nunca por uma tentativa de se ferir, mas sim de curar algo, seja no outro, seja em si.

Júlio Hermann.


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Crédito da foto: aqui.

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