Quando a vida contraria seus planos

Oi, sê bem-vindo. Espero que esse texto te ajude a ser melhor. Fique com Deus. Boa leitura. 💛


(Leia ao som de These Memories)

Os últimos dias foram uma loucura aqui em casa. O tempo voou, o semestre está chegando ao fim, alguns prazos estão batendo na porta e eu estou há duas semanas como que parado, sem conseguir dar seguimento às minhas coisas. Vou me dedicar a algo, surge um imprevisto. Me programo para matar o leão do dia, na velha luta de vencer um novo a cada vinte e quatro horas, mas os compromissos acabam mudando e ele fica para amanhã… Quero fazer algo, a vida me contraria.

E assim vão sendo arrancadas as folhas do meu calendário… Tudo ruim? De modo algum. Com adrenalina, no mínimo. Mas com uma oportunidade de crescimento.

Me dei conta disso nos últimos dias. O padre que é vice-reitor aqui em casa nos ensinava a olhar realidades desse tipo: é quando o relógio aperta, os compromissos cobram seu preço e precisamos nos dedicar a muitas coisas ao mesmo tempo que percebemos o quanto estamos maduros humanamente falando. Faz total sentido.

Pare para pensar comigo: quando sua agenda se completa inteira, seus compromissos são vencidos tintim por tintim, suas expectativas são ao menos um pouco alcançadas, você não se dá exatamente conta de como está. A satisfação interior de ter conseguido vencer tudo – e é preciso comemorar isso – inebria um pouco. Tudo foi bem, as coisas aparentemente deram certo, vida que segue.

Agora, quando as rédeas apertam a história é outra: a gente descobre quão firmes estão nossas bases, quanto o edifício que é nossa vida aguenta de impacto no terremoto dos problemas a serem resolvidos. É aí que a paz interior é demandada, e é consequentemente aí que precisamos dar uma resposta.

O quanto estamos, de fato, conseguindo suportar?

Nesta minha correria momentânea, eu não me desesperei, graças a Deus. Mas confesso que fiquei um pouco aflito por não conseguir dar seguimento às demandas que batem à porta. Sei que tudo tem jeito, que posso correr um pouco mais atrás. Mas preciso respeitar minha humanidade. Esquecer ela seria burrice.

Preciso matar o leão do dia, mas antes preciso ter as armas necessárias. Não se trata de ir para o combate de qualquer jeito. Respirar fundo, tentar um pouco hoje, outro tanto amanhã. Sacrificar uma hora de sono na semana, se for preciso. Mas ir tentando, até quando for humanamente saudável.

Não posso perder de vista isso: enquanto minha paz está de pé, é possível, ainda que com complicações. Quando ela não estiver, será preciso trabalhar em outros pontos antes de tentar vencer tudo.

No fundo, a correria é boa. Incomoda a gente, coloca-nos em uma luta contra o relógio, mas mostra quão preparados estamos.

Crescer, ficar forte e melhorar para aguentar o tranco nunca é demais. E muitas vezes só nos damos conta disso quando a vida vem e contraria nossos planos.

Júlio Hermann.


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Crédito da foto: aqui.

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