Sobre bater o pé e reclamar…

Oi, sê bem-vindo. Espero que esse texto te ajude a ser melhor. Fique com Deus. Boa leitura. 💛


(Leia ao som de Downtown)

Bater o pé é uma daquelas coisas que fazemos por teimosia, mas que não resolvem nada. O leite tá lá, derramado no chão, e a gente acha que murmurar dará jeito em algo. A saudade está ali, latejando no peito, mas batemos o pé por continuar sofrendo, sem buscar criatividade que dê jeito de amenizar os estragos.

Sei lá, acho que sou racional demais. Quem convive comigo pode atestar isso na pele. Algo está por acontecer, não faço mais do que ver modos práticos de resolver os problemas. O leite derramou, busco o pano e um pouco de água antes que o assoalho manche. A saudade bate, corrói um pouco do lado de dentro, conto os dias e sigo a vida tranquilamente até conseguir matar o que está me matando. Simples assim.

Mas, pera lá, você não precisa ser como eu. Ao mesmo tempo, também não preciso ir para o extremo oposto, que arranca os cabelos no menor sinal de revés ou sofrimento. É só você e eu aprendermos como a banda toca para a vida ser vivida de verdade.

Eu acredito que, humanamente falando, as coisas que nos acontecem podem ser solucionáveis ou não. Para o primeiro caso, claro, vale toda a luta para colocar a vida nos trilhos. No segundo, insistir em apenas se deleitar na dor não ajuda em nada. É preciso encontrar meios úteis e trabalhar com eles. Ainda que não resolva, um pequeno esforço pode amenizar as tempestades, não?

Ontem, por exemplo, era dia das mães e eu estava milhares de quilômetros longe da minha. Eu poderia treinar um ano inteiro para correr uma maratona e tentar encontrar ela antes do pôr do sol, mas não resolveria. A geografia e a minha humanidade seriam limites intransponíveis, por mais que eu fosse medalhista olímpico em atletismo. Por outro lado, pude usar a criatividade gastando boa parte do meu dia falando com ela e oferecendo pelas palavras um afeto que meu abraço não poderia dar. Ajudou.

“Dar um jeitinho” não se aplica só na hora de fazer o errado (que não deve ser feito). Basta colocar a cabeça para funcionar também no que não tem solução direta. Por que não? Talvez o esforço possa ajudar a amenizar a saudade de um amor, a expectativa por algo futuro, ou o que quer que seja. Trata-se de fazer o que se pode.

Claro que não há mal em sofrer um pouco. É saudável, até. Mas bater o pé contra a realidade não basta. Se não podemos decretar como a banda toca na vida, podemos ao menos pegar um instrumento e fazer a música um pouco mais do nosso modo.

Não custa tentar. O leite derramado seca, a saudade esgota no futuro, mas a gente permanece. E não é esperneando que cresceremos no processo.

Júlio Hermann.


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Crédito da foto: aqui.

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