Perdi quem importava para ganhar outra coisa

Oi, sê bem-vindo. Espero que esse texto te ajude a ser melhor. Fique com Deus. Boa leitura. 💛


(Leia ao som de Sometimes)

Os anúncios estampados nos classificados escancaram uma realidade preocupante: correr o tempo inteiro vai acabar com sua saúde mental. Tome cuidado, faça terapia. Tome cuidado, tire um tempo para você. Tome cuidado, reserve um fim de semana para passar no interior. E mais dezenas e dezenas de outros conselhos que a gente vê quando a vida aperta e a cabeça pede espaço pra colocar as coisas no lugar…

É verdade, a gente corre um risco muito grande de se perder na correria da vida. Mas não é só isso.

Um dos grandes problemas que uma vida intensa acaba colocando nos nossos ombros é o afastamento de quem amamos. Caímos na ilusão de que terminando a faculdade em menos tempo seremos mais felizes, porque o mercado de trabalho vai abrir as portas, a conta bancária vai inflar e nós teremos tempo para fazermos o que bem entendermos. Ou, moldamos nossa vida por utilidade: rendi bastante ontem, rendi bastante hoje, preciso ser mais produtivo amanhã. Para dar mais passos? Nem sempre, às vezes só para ser o melhor entre os melhores.

E aí as coisas começam a ir por um camino escuro…

Consegui me dar conta disso ontem, quando tirei um tempo para conversar com um irmão que mora comigo e para quem eu mal dou bom dia no corredor. Sabe do mais curioso? Nos damos muito bem, o quero muito bem. Mas a rotina vai minando a gente de tantos lados, que acabamos nem sabendo como o outro está no dia a dia…

O problema é que somos utilitaristas demais. E, destes, acho que sou o primeiro. Olho apenas para o estrago palpável: não posso deixar a rotina devorar minha saúde mental. Mas será que não tem mais coisas em jogo? Será que no abraçar da correria todos os dias não vamos deixando de lado a família, amigos importantes, pessoas que tanto nos ajudaram a caminhar e agora se tornam contatos mensais, semestrais e por aí em diante…?

É um risco.

Sentar para conversar com esse amigo no meio da tarde me fez bem. Acalmou os meus ânimos, na mesma medida em que os dele talvez também ganharam um pouco de paz – não sei do lado de lá. Mas essas pequenas pausas são importantes. Às vezes a gente não olha para quem está dentro de casa e não pergunta como a tal pessoa está. Pai, mãe, irmão, avós… Vão se perdendo aos poucos, na medida em que vamos achando ganhar o mundo.

Paciência se erramos até aqui…

Agora, eu te garanto: nunca é tarde para rever prioridades. Ganhar o mundo, a carreira, um sonho, não vale perder a vida.

Júlio Hermann.


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Crédito da foto: aqui.

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