Fingi ser quem não era para gostarem de mim

Oi, sê bem-vindo. Espero que esse texto te ajude a ser melhor. Fique com Deus. Boa leitura. 💛


(Leia ao som de Leave Me Alone)

Seu erro foi tentar ter o amor à todo custo. Moldou seus gostos, fingiu ser apaixonada por arte contemporânea quando seu coração era inteiramente clássico, vidrado no que havia marcado gerações. Essa literatura é muito lenta, falavam sobre livro que estava nas suas mãos. Você dava de ombros e se lançava nele mesmo assim, em busca de uma profundidade que só as obras que marcaram época possuem. Até que ele chegou e você se lançou às obras recentes, enredos apressados, personagens vazios.

Comprou duas entradas para o filme do ano no cinema e se decepcionou na segunda cena. O protagonista não era adulto, parecia uma criança mimada. A mesma falta de maturidade que você abraçou quando abriu mão de si para acolher alguém…

Um dos erros cruciais que podem marcar os relacionamentos da nossa época é o fingir ser quem não se é para que gostem de você. Cria-se um discurso, vende-se um coração apaixonado por maquetes irreais e até se consegue ter por perto a tal pessoa por quem se apaixonou. Legal, fica aparência amor consumado. Mesmo? Não. Apenas uma máscara a mais para usar e uma casa sendo construída na areia, sem chances de se manter muito tempo de pé.

Essa mania de vira-lata é cruel. Você acha sempre que está num patamar abaixo, que precisa subir para que o outro te queira, que é seu dever se adequar para caber. Bobagem imensa. Nisso você se machuca, machuca o outro e esquece que um relacionamento até pode começar disso, mas que de nada adianta se você não se fizer presente sendo quem é.

Os sábados de passeio se tornam pesados, porque se troca o amor aos clássicos por aquilo que é novo e tem data de validade. Os domingos deixam de ser agradáveis, porque mudam-se os enredos épicos em filmes baratos que não marcam gerações nem mudam vidas. Fica-se na superfície. Ou, pior, fica-se de fora. Quem chega à superfície, na verdade, é o eu inventado de você mesma, feito para agradar.

Seu erro, no fundo, foi não ter dito “sim” quando deveria dizer “sim”, e não ter dito “não” quando deveria dizer “não”. Se o outro gostasse menos de você por discordar de algum gosto ou outro, a falta de maturidade não seria sua. Vocês só dariam certo quando um aprendesse do outro o que há de belo no passado e o que há de bonito no hoje, a fim de crescerem e se apaixonarem juntos. Mas não foi assim que aconteceu.

Você fingiu ser quem não era. Ele conheceu uma pessoa diferente de você em você mesma.

Paciência. Da próxima vez, apenas tente oferecer o próprio coração pelo que ele é, não pelo que querem que seja.

Júlio Hermann.


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Crédito da foto: picsels.

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