Natal e a sua única oportunidade de olhar para o que importa

Oi, sê bem-vindo. Espero que esse texto te ajude a amar melhor. É um apelo de Natal. Fique com Deus. Boa leitura. 💛


(Leia ao som de Wherever You Are)

Depois de uma maratona de trezentos dias sem comer direito, dormir o suficiente, amar o tanto que você queria e sorrir o tanto que precisava, seu corpo pede silêncio. Não é como se você conseguisse correr mais. Humanamente até conseguiria, sua mente sabe. Mas não é sobre continuar caminhando, chegar mais longe, dar longos passos antes da meia noite chegar e levar com ela o dia de hoje. É sobre entender a vida.

Dezembro tem essa graça: de te fazer reconhecer quem você é. É fruto do Cristo Luz do mundo que se encarna e clareia suas trevas. Você pode não ser a pessoa mais religiosa do mundo, pode acreditar ou não em muitas coisas, mas é inevitável. Do seu coração para dentro, alguma coisa pede por paz, mudança, carinho. E nunca é qualquer carinho.

Em Belém, num pequeno estábulo, o Rei do Universo fez do abraço de Mãe o Seu trono primeiro. Na sua vida, no meio da loucura que é sua cidade, você quer a mesma coisa. Exatamente a mesma coisa.

Semana passada eu escrevi sobre a importância que é medir os nossos esforços da porta para fora – seja no trabalho ou na luta pelos sonhos – pelo tanto de amor que ele nos faz sentir a mais por nossa própria família. À luz do Natal faz ainda mais sentido. A gente se reconhece melhor nessa época porque consegue deixar um pouco de lado a intensidade nociva do mundo para encontrar os abraços que nos são trono, e perceber neles o que em nós ainda precisa de reparos.

É providente que todo ano termine assim, não acha? A revisão é fundamental. Nada pode ser pior do que chegar ao fim da viagem e se dar conta que o endereço no GPS estava errado.

Eu geralmente digo por aí que é melhor estar parado do que caminhar à deriva, porque ao menos a gente não vacila enquanto não encontra direção. Observar um ano novo chegando e revisar a vida do peito para dentro é descobrir por onde ir. Seu ponto de partida é o mesmo de sempre: o abraço que você recebe desde que se conhece por gente, das pessoas que ama. Por esse afeto, você entende onde está, para onde precisa ir e qual o seu ponto de retorno no dezembro que vem.

Dane-se que o mundo grite, berre, se movimente na velocidade de uma rodovia sem controlador de velocidade. Quando você se permite descansar um pouco no coração de quem te ama, não existe dúvida: é como se tudo parasse junto.

Pena ser essa é sua única oportunidade no ano, na maioria das vezes. Sua única chance de receber um afago demorado sem precisar conferir o relógio; seu único momento para ficar em silêncio ouvindo o Cristo para o qual você fala o ano inteiro, mas pouco deixa espaço para que te responda; seu único exame de consciência para entender se é melhor continuar no mesmo caminho ou começar de novo por um trajeto novo.

E a escolha de parar é sua. Não é algo que você pode ser dar ao luxo de perder, ainda que à distância, ainda que por uma chamada de vídeo sem hora para acabar.

O trono de um abraço, como o trono de um rei, também coloca a gente num lugar acima do resto do mundo. E, tanto quanto, nos permite olhar a vida de cima e identificar como continuar daquele instante em diante.

O Rei dos Reis começou assim logo que nasceu. Nós também podemos.

Júlio Hermann.


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Crédito da foto: aqui.

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