Seu coração na sala da espera

Oi, sê bem-vindo. Espero que esse texto te ajude a amar melhor. Fique com Deus. Boa leitura. 💛


(Leia ao som de I’m So Done)

Gostar de alguém é aquele sentimento que gruda em todos os aspectos da sua vida como algo pegajoso, grudento, que impregna a superfície e ainda assim deixa as coisas mais bonitas. Foi o que te contaram.

Você está lá, diante das provas finais do semestre, prestes a precisar entregar o relatório do ano no trabalho, mas a tal pessoa por quem seu coração se enamorou está ali, tomando sua cabeça. Antes de dormir, você lembra dos compromissos, mas se recorda do sorriso dela; logo ao acordar, corre ao celular em busca de um sinal de vida, mesmo que a pressa não faça tanto sentido assim.

Espera pela reciprocidade mais do que espera pela paz das férias que se aproximam. Mas, como não há uma data marcada no calendário pra te quererem de volta, parece que a tal pessoa nunca chega de fato.

Seu coração tem uma síndrome estranha e não catalogada pela ciência. Mal de paixonite, dizem. Está inteiro, batendo e sofrendo por um alguém que existe em carne e osso, mas ainda é incerto na sua vida. Espera por um sinal de fumaça, uma mensagem de boa noite, um feliz ano novo atrasado (e você sabe que é quase dezembro, mas espera inconscientemente ainda assim, porque qualquer palavra serviria).

E o alguém nunca chega, apesar de ir impregnando as partes da sua vida.

Eu sei como é. Nas fases difíceis da existência a sensação de estar apaixonada é a única na qual você pode se agarrar para aliviar a barra, mesmo que o tal sentimento seja um emaranhado de dúvidas e dores de cabeça por não saber como vão os afetos batem dentro do outro. Você está ali, se alegrando pela esperança de amar, às portas da felicidade verdadeira de ter a pessoa, mas não diz nada porque é uma loteria: se pode ser plenamente feliz, mas se pode jogar por água abaixo a fagulha de alegria que se tem.

Então você cala e espera, se deixando amarrar ainda mais.

Então eu te pergunto: o que você ganha com isso? Ou, o que perderia se dissesse?

Vale para todas as coisas da nossa vida: a maioria das incertezas e expectativas que temos poderiam ser resolvidas com simples perguntas. A resposta é sim ou não, mas no pior dos casos ainda saímos da inércia. Custa quanto questionar o que o outro está sentindo e dizer as suas próprias vontades?

O que grudou na sua vida e parece ser pegajoso, na verdade não é o afeto, mas a dúvida e o medo. Você confere o celular não porque tem alguém especial na vida, mas por pavor de não ter a pessoa para o futuro; vai dormir lembrando do sorriso mais por receio de não poder contemplá-lo novamente do que por nostalgia ou algo que se assemelhe a amor. E assim vai levando, sem dar passo algum em direção a algo.

Não é uma sensação ruim, você sabe que esse afeto bonito e distante pode ser agradável pra caramba. Mas nunca é pleno.

A completude do amor com alguém só começa a existir quando se pergunta e se responde. Com todas as letras.

Mas você finge que não sabe disso e continua na sala de espera.

Júlio Hermann.


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