Acho que mais finjo que amo

Oi, sê bem-vindo. Espero que esse texto te ajude a amar melhor. Fique com Deus. Boa leitura. 💛


(Leia ao som de Silver Lining)

Às vezes eu me questiono se eu amo de verdade quando digo que amo ou se apenas finjo. Coloco as coisas na balança, contemplo meus apegos e vejo o quanto preciso melhorar para não querer que os outros se adaptem em tudo a mim. No fim das contas, muitas vezes é egoísmo, não algo genuíno.

Nossa geração tem a triste mania de usar aos outros e jogar fora. É fácil de observar quando alguém está brincando com o sentimento alheio, não? Ou quando um tal sai com alguém num dia e com outra pessoa completamente diferente no outro. Chega a revoltar a gente do peito para dentro. Mas será que é só assim que acontecem os abusos sentimentais?

Eu acho que é amor quando eu tento dizer algo para agradar o outro em uma situação delicada, quando amor na verdade seria abrir o jogo e ser honesto. Acho igualmente que é amor quando eu digo que quero a pessoa bem e me preocupo, mas sei que isso só é real se eu arregaçar as mangas para ajudar de fato quando as coisas apertarem.

Entende a diferença que existe entre discurso e ação?

Questiono se é amor ou fingimento porque muitas vezes acabo fazendo as coisas por apego à vida que tenho. Tenho medo ou preguiça da mudança, então deixo tudo como está. Quero evitar desconfortos, então guardo para mim o que não está bom e pode melhorar. Vou deixando a pessoa se colocar num lugar que não é dela, porque é melhor ter paz a explicar a necessidade da luta. E isso não é amor, é egoísmo. Sou eu escolhendo minha aparente tranquilidade no lugar do que seria uma batalha honesta.

E é, eu tenho muito o que crescer para amar direito… Você também, provavelmente.

Tropeçamos com mais frequência do que deveríamos, não acha? Porque ser maduro no amor é entender que os outros não precisam ser equivalentes ao nossos afetos o tempo inteiro, mas pessoas capazes de atravessar um rio a nado conosco se precisarmos chegar do outro lado. E isso pode ser feito da maneira mais ogra possível — mesmo que saibamos que com afeto seria melhor.

Afinal de contas, nem tudo que se disfarça de afeto é amor, certo?

Um dia eu consigo encontrar a medida para amar mais do que fingir. Deus me ajuda. Até lá, reconhecer sempre que eu posso errar já será uma graça e tanto.

Espero que para você também.

Júlio Hermann.


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Crédito da foto: aqui.

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