As noites que você passa em claro

(Leia este texto ao som de All I Want)

As noites que você passou em claro falam muito sobre quem você é. Sua mente não se deixaria sofrer se o motivo não fosse importante o suficiente, se você não se preocupasse em dar o melhor de si, ou se faltasse amor. Na falta de amor, não sobra nada, acredita? Nem uma noite para ser vivida acordada.

Eu fico pensando sobre isso enquanto leio um texto sobre a busca pela felicidade. Duas coisas costumam me tirar o sono: tarefas e cobranças no dia seguinte e passos importantes que eu preciso dar na minha vida. E, se o primeiro me incomoda por uma ânsia de acabar tudo logo, o outro é pelo desejo que eu tenho de colocar os meus sonhos em vida de uma vez. E as renúncias de mim, nos dois casos, me assustam.

Talvez você tenha percebido algo parecido em si: o que você ama são aquelas coisas intrínsecas que você guarda consigo e te fazem respirar fundo no trabalho e no estudo quando tudo o que você queria era chutar o balde e seguir para um lugar novo. Não tanto por você, porque se fosse pelas suas vontades sua vida já estaria em outro lugar, mas por aqueles que você ama e por aquilo que ainda precisa aprender.

Felicidade não é ter um diploma na parede ou um trabalho que te paga uma grana legal para bancar o cartão de crédito no fim do mês, diz um amigo meu. E é verdade. Se fosse realmente isso, você não viveria ansioso para os seus dias de estudos passarem rápido nem para o fim de semana apressar a vinda para você poder descansar pelo que incomoda.

Acho que todos nós caímos pelo menos uma vez na ilusão de colocar nosso ideal de felicidade no dinheiro na conta, nos méritos na parede ou nas festas de final de semana em que o limite alto do cartão nos leva mais longe do que deveríamos. Bobagem nossa, né?

O que tira o seu sono à noite diz muito sobre você, porque fala sobre o amor que seu peito carrega ou as algemas que precisa se livrar para viver bem no futuro – ainda que às vezes como menos luxo do que agora.

Eu demorei um tempo para perceber que meu lugar no mundo é aquele que eu me sinto seguro em estar: não quero que os dias passem rápido para que eu fuja dele no fim de semana, não quero que o relógio se arraste para a chegada dele outra vez.

Mas, existe um caminho até lá.

Um dia chegaremos. Tanto eu, como você.

Júlio Hermann


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Créditos da foto: Kaique Rocha

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