Quando a ansiedade te amedrontar

(Leia este texto ao som de I Look to You)

O peso das suas pernas vai diminuir. Os seus pulmões vão responder melhor às ordens do seu cérebro e seu peito vai sentir uma diminuição na frequência das fisgadas. Você vai olhar pela janela, no espelho e para os quadros na sala de casa sem precisar sentir ansiedade.

Vai perceber que tudo é passageiro.

Você diz que a vida ao redor do seu corpo parece arrastar seu coração até a exaustão. Os batimentos são mais velozes e intensos do que costumava ser um tempo atrás. Sua mente cria cenários catastróficos sobre coisas que não precisariam tanto assim da sua atenção. Você se sente fora de controle, mas não está.

Os momentos de angústia que nós enfrentamos arrastam nossas vidas para onde não devemos ir. Damos atenção demais ao que enxergamos, cismamos que tudo são sinais de que estamos fazendo errado. Mas o caminho não é exatamente por aí.

Quando o mundo ao seu redor parecer um caos, olhe para a calmaria que habita em algum lugar dentro – onde seus olhos não enxergam. A grande âncora que leva nossas mentes e coração para um lugar do qual não conseguimos sair é a preocupação demasiada com o que não é tão importante assim: o mundo visível, o que enxergamos no espelho e o que vemos na carcaça dos outros.

Se isso tudo tivesse valor verdadeiro, seria mais evidente dentro de nossos peitos do que é visível aos olhos.

A dissipação das trevas que enfrentamos passa por procurarmos dentro Quem grita em nós. Quando tivermos coragem de permanecer em silêncio, encarando sem máscaras quem realmente somos, entenderemos o valor que tem lutar mais por um coração em paz do que por uma vida aparentemente perfeita para os outros verem – ainda que o processo doa um bocado.

Se você sentir a vida te apertar, tente dar o primeiro passo. Fique um pouco mais consigo. Se não der hoje, amanhã será um bom dia para isso outra vez.

A paz vai existir quando suas pernas pesarem de cansaço, seus pulmões te deixarem ofegante, seu coração bater rápido e você ainda tiver a capacidade de sorrir. Mas, até lá, o caminho é longo. E depende do seu esforço.

Por enquanto, se preocupe apenas em ir. Um pouco por dia, sem se cobrar se estiver caminhando devagar.

Júlio Hermann


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