A forma com que você lida com seus sonhos

(Leia este texto ao som de Free Fallin)

Ter os dois pés cravados no chão sempre foi uma característica minha. Percebi isso numa noite dessas enquanto o aroma do tempero fugia das panelas pelo vapor. Cenário nada propício, né? Depende. Com o cheiro subiu uma vontade particular: eu sempre quis aprender a cozinhar melhor, mas nunca tive o impulso inicial para isso.

Eu tenho a mania de sonhar sonhos palpáveis. Como se os desejos do meu peito não passassem de objetivos breves para serem riscados de uma lista de tarefas por fazer. Um processo nada romântico, sabe? Mas me arranca uns sorrisos no caminho pela satisfação de acabar um item e correr para o seguinte. E então, quando a caneta ofusca a grafia de mais uma coisa a ser feita, é hora de começar de novo…

Com a escrita foi assim: eu não tinha exatamente certeza do que fazer com as palavras, mas queria. E querer foi o suficiente para escrever um primeiro texto, depois publicar um livro e então inventar alguma coisa nova que tivesse coração suficiente para encontrar outros peitos como o meu.

E acabou dando mais certo do que eu poderia imaginar lá no início.

O que eu entendi é que nossas vidas e processos sempre serão diferentes das pessoas ao nosso redor, mas isso não torna nossos sonhos menores que os dos outros. A minha forma de sonhar é transformando todos os desejos do meu coração em objetivos práticos, para ter ao alcance das mãos. A sua maneira pode ser bem mais romântica que a minha – e está tudo bem, nos dois casos.

Sabe o que é mais importante nisso tudo? Se olhar no espelho e se convencer de que somos um alguém capaz de realizar tudo. Essa crença leva a gente longe pra caramba. Afinal de contas, o mundo não tem motivo nenhum para acreditar na gente se não tivermos a coragem de acreditar primeiro.

Foi assim comigo na literatura, talvez seja assim nas minhas aventuras culinárias em casa (que o desejo não passe com o fim do masterchef, amém). O que importa é dar a cara a tapa.

Um amigo que amo muito sempre diz que nós temos que parar de dizer não pelos outros. A mesma lógica vale para nós: paremos de negar a nós mesmos. Um “talvez você consiga” dito no espelho pode nos levar longe pra burro.

Júlio Hermann

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Nesta semana, eu estarei na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Serão 4 sessões de autógrafos entre o dia 31 de agosto e 03 de setembro. Confira os horários:

  • 31 de agosto – das 14h às 16h
  • 01 de setembro – das 16h às 18h
  • 02 de setembro – das 16h às 18h
  • 03 de setembro – das 10h às 12h

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*Meu novo livro já está à venda em todo o Brasil. Se você gostou deste texto, tem grandes chances de se identificar com ele.

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