As escolhas que nós fizemos

(Leia este texto ao som de True Colors)

eu sempre fui uma pessoa muito conformada. depois de enfrentar meus lutos particulares e deixar o paladar identificar o azedo da dor pelo tempo que ela julgar necessário para que eu cresça, tudo ficava bem. nenhum gosto de remorso, desejo algum de mexer as válvulas do relógio querendo voltar no tempo…

frieza? não acho que seja. uma certeza quase-absoluta de que as coisas estão assim porque eu permiti que estivessem? talvez.

o que eu prego por aí é que são nossas escolhas que mudam a vida que temos. toda a realidade ao nosso redor – no que é bom e no que é ruim – é consequência também do amontoado de decisões que tomamos até chegar aqui. um passo em falso e alguma coisa precisa de reparo; geralmente ensina. um passo certo e um sorriso bonito ali na frente, ainda que amarelo.

minha maneira de pensar é prática demais, eu sei, mas isso não me faz menos humano. o que eu aprendi ao longo da vida é que nada adianta espernear depois que a merda acontece. o que nós podemos fazer é tomar cuidado e colocar amor no que estamos fazendo agora, para evitar problemas maiores lá na frente. se der errado, tudo bem, pelo menos agimos do modo certo a se fazer.

a distância entre a felicidade e a falta de perspectiva está nas decisões que tomamos enquanto os dias vão passando. é claro que existem coisas que fogem do nosso controle no processo – a maioria delas, para ser sincero. mas, se agirmos conforme mandam nossos corações, não haverá motivo para nos culparmos depois.

fizemos o que era certo, não fizemos? então vida que segue sem a necessidade de colocarmos sob nossos ombros grandes culpas.

quando o futuro chegar, agradeceremos por termos sido justos e sinceros com nós mesmos nas escolhas que estamos fazendo agora.

nós temos a mania de gritar aos quatro ventos que uma hora as pessoas ruins quebrarão a cara e pagarão o preço pelo que fizeram, mas o contrário também é verdadeiro: os bons costumam terminar felizes e em paz.

acredite em mim.

Júlio Hermann

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