Abraçar a dor agora pode te salvar depois

(Leia este texto ao som de Home)

Se você sentir que deve ir embora da vida que tem vivido, vá. Não existe problema nenhum em deixar pelo caminho o que não te leva para frente. Por mais que doa, às vezes é necessário, mesmo que te torne mais vulnerável por um tempo.

Você vai aprender com o passar dos dias que é de um vazio absurdo viver com o corpo em um lugar e o coração em outro completamente diferente. Dois corpos não podem coabitar um mesmo lugar, nem física tampouco sentimentalmente falando. O que você está esperando para juntar ambas as partes de si?

É preferível que você encare a dor a ficar imersa em uma comodidade que não mova sua existência. Em um mundo tão imenso, eu entendo que parece aterrorizante procurar um propósito em meio a tantas coisas, mas não custa nada tentar. Se o amor não te acordar feito despertador pela manhã, que valor há na vida que você tem vivido?

Eu gostaria que você pegasse a dor e colocasse debaixo do braço, como se a levasse para passear. É impossível se desfazer dela pelo caminho, mesmo que se escolha o lado mais seguro ao com mais espinhos. Então por que não fazer dela uma amiga? É provável que esse gesto ensine muitas coisas à tua existência se o coração estiver aberto.

Eu te falo tudo isso por medo que você passe uma vida inteira sem viver. Há o curto espaço de uma existência para que possas ser quem deves que ser. Teu peito grita por isso, não percebeu? É quase ensurdecedor para quem escuta de fora.

Espero que você inicie esse processo o quanto antes. Não precisa jogar tudo para o alto de uma vez, mas tente colocar cada detalhe na balança, pelo bem da tua felicidade. Com o tempo, a dor pelo tomar da atitude sumirá e teu coração poderá encontrar o restante do teu corpo.

Vai por mim, o primeiro passo é começar tentando.

Abrace a dor pelo caminho para se agarrar a uma felicidade mais estável no fim do percurso. Se fores feliz como deves ser, os problemas também serão encarados com um sorriso no rosto depois que você se desfizer do que não te leva pra frente.

Júlio Hermann

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