Para onde eu tô levando a minha vida?

(Leia este texto ao som de God of Wine)

Tenho deixado de lado uns desejos carnais para tentar me encontrar em algum canto perdido dentro de mim. Não sei exatamente quanto tempo faz, não tenho certeza de qual foi a curva em que perdi a certeza de que minha vida andava pelo rumo certo. Mas aconteceu.

Acontece algumas vezes na vida de acharmos que as coisas não estão caminhando na direção correta. Então a gente para. Começamos a formular pecados e mais pecados dentro cabeça para justificar que o mundo não gira no sentido pelo qual temos ido. Talvez nem tudo seja tão errado quanto parece, mas vai colocar isso dentro de uma cabeça que se sente culpada. Decidimos que é melhor parar e olhar em volta antes de dar o próximo passo.

Passado o estalo e o exame de consciência, vai entrando na cabeça aos poucos o espaço que cada um dos detalhes precisa ocupar em nossas vidas. Existe um montão de coisas para serem revistas, é verdade, mas tem um outro tanto que não precisam ser feitas diferentes. Se fossem repensadas também, matariam a gente. Depois de toda mudança, sobra um pouco do que fomos no passado para o novo ser humano que habita nosso corpo fazer proveito.

Por mais que a gente mude e decrete um ponto limite que divida o que éramos e o que seremos daqui para frente, sempre sobra alguma coisa. Sobra o frasco de perfume que vai demorar um tempo para acabar, sobra as roupas que não vão ser trocadas porque não precisamos disso agora, sobra o sorriso amarelado e o desejo de ser um pouco melhores que nos recusamos a deixar lá atrás.

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Tenho tomado garrafas e mais garrafas de vinho para me sentir um pouco mais santo nos dias de semana. Deixei de sair aos sábados enquanto não decidisse e percebesse e tivesse certeza absoluta do que queria para minha vida neste momento. Tenho deixado o canto dos lábios roxo para não me esquecer disso em toda vez que fitar o reflexo no espelho da sala.

Vai ser assim até eu descobrir o verdadeiro sentido da minha vida. Ou achar que descobri. Não existe problema nenhum nisso.

Às vezes precisamos parar no meio da estrada e consultar os mapas, só para ter certeza de onde estamos levando nossas vidas.

Júlio Hermann

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